
O sobrenome já tem história no esporte de velocidade brasileiro. Direto da equipe de Belém do Pará, o paranaense Sergio Barrichello, de Cascavel, chegou ao Rio de Janeiro para mostrar que a paixão pelas corridas não vem apenas do registro na certidão de nascimento. Primo de Rubens Barrichello, o ciclista, que participará do Tour do Rio a partir desta quarta-feira, diverte-se com o parentesco e garante que sua fase nas pistas é melhor que a do piloto da Williams.
- Quando eu perco, as pessoas lembram mais que eu sou primo dele (risos). Não o conheço, mas acho que a única coisa que temos em comum é o sobrenome. Ah, a paixão pela velocidade também... talvez – diverte-se Sérgio, contando que seu irmão é bastante parecido com o piloto.
Sergio começou no ciclismo aos 6 anos, após assistir às provas em Cascavel. Hoje, comemora a nova fase do esporte no Pará, estado que o adotou e pelo qual disputará a prova fluminense.
- Há três anos, as coisas começaram a mudar com a nova gestão da federação. Temos muito mais apoio agora. Somos a quarta equipe do ranking brasileiro. No último domingo, bati o pelotão na prova do Macapá – contou sobre a vitória no Amapá.
Disputa com o primo terminaria em empate
Sem fugir das comparações com a Fórmula 1, o ciclista comentou que a polêmica criada pela permissão de Felipe Massa à ultrapassagem de Fernando Alonso no GP da Alemanha não seria um problema em seu esporte. O primo famoso, quando estava na Ferrari, também já abriu para Michael Schumacher passar em 2002.
- Aqui, esse é o jeito certo de trabalhar. Somos uma equipe. Sacrificamos o que for necessário para que todos sejam campeões. É um esforço coletivo – explicou Sergio, que ficou em 34º lugar no prólogo desta terça-feira, com tempo de 2m14s20, 10 segundos atrás do primeiro colocado, Breno Sindoti.
Confiante na chegada no primeiro pelotão do Tour do Rio, Sergio para para pensar apenas quando é questionado sobre qual seria o resultado de uma disputa com o próprio Rubinho nas pistas de ciclismo e de Fórmula 1. A brincadeira fica de lado e o bom senso do paranaense responde com carinho pelo parente distante.
- Ele ganharia lá e eu aqui. Acredito que seria um empate – concluiu.